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| Mensagem à nação |
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(Luanda, 30.12.2005) Mensagem à nação de Sua Excelência José Eduardo dos Santos, Presidente da República de AngolaPovo angolano, Caros compatriotas, Em 4 de Abril de 2002 aconteceu o abraço entre irmãos, que selou o Acordo de Paz e lançou as bases da reconciliação nacional. À medida que nos afastamos daquela data, os angolanos estão a superar os traumas, a desconfiança recíproca e outros males causados por muitos anos de conflito armado. Os membros das famílias que estavam dispersas juntam-se agora outra vez. Nos quimbos, nas aldeias, vilas e cidades, as pessoas e as comunidades reorganizam-se no espírito de tolerância e perdão, com os olhos postos no futuro. Ninguém quer voltar ao passado, que está carregado de sofrimento, luto e dor. Com o espírito de paz, concórdia e harmonia social, os angolanos querem transoformar o presente, formar os homens de que o país necessita e alterar o meio que os rodeia para que cada um possa viver melhor. Este desejo legítimo implica uma atitude responsável peranto o próximo, a vida e a sociedade. Requer também que nos saibamos situar no espaço e no tempo em que agimos, para escolhermos bem os caminhos que vamos trilhar. Pertencemos a uma Nação e a um Estado em fase de consolidação. Cada um de nós é a emanação de uma comunidade com hábitos, usos e constumes, princípios morais e valores culturais, que se entrelaçam com os de outras comunidades através de elementos comuns ou de princípios e valores assimilados, que formam o nosso espaço cultural e a nossa identidade. Não vivemos isolados. Estamos em contacto com culturas de outros povos e, portanto, estamos todos sujeitos a influência recíproca. No nosso tempo está consagrado o triunfo da economia de mercado. O modo de produção capitalista implantou-se em quase todos os países do mundo. No sistema de distribuição e redistribuição estabeleceu-se o palco das divergências e disputas políticas e partidárias entre a direita e a esquerda. O traço do processo é a concentração da riqueza e do poder económico num pequeno número de famílias e empresas. O seu reflexo, em países atrasados como o nosso, são as relações económicas, comerciais e contratuais feitas na base da desigualdade, da injustiça e das perdas sucessivas dos mais fracos. A estabilidade política e social passou, assim, a depender da sabedoria e da habilidade como é feita a gestão da contradição entre o capital e o trabalho. Há também o terrorismo e o aproveitamento de certas religiões, que são tidos como meios para criar instabilidade, impor normas de civilização e a supremacia de poderosos grupos económicos radicais. É neste contexto adverso que teremos de saber construir o presente e o futuro, defender os interesses políticos, económicos, sociais e culturais de Angola. Os angolanos querem ter, naturalmente, uma vida digna com um salário que lhe permita o acesso à alimentação, casa, água potável, energia, educação, cultura e lazer. Esse sonho de bem-estar e progresso constante, para ser realizado, exige de todos nós um trabalho árduo e longo. Esse trabalho poderá durar décadas, mas o importante é começar, persistir e definir correctamente o rumo e os meios para lá chegarmos. Deposito a minha confiança nos nossos quadros. Acredito que as elites que se vão afirmar nos diversos domínios da ciência, da técnica e da cultura serão capazes de orientar e enquadrar o esforço de todos na construção material e espiritual do nosso futuro. No dia 11 de Novembro último, na cidade do Namibe, foram apontados os objectivos que vamos perseguir nos próximos dois anos e os programas concebidos para os concretizar. Apostamos no desenvolvimento e na boa gestão dos recursos humanos; no crescimento acentuado da produção de bens e serviços e, consequentemente, no aumento da riqueza; numa política fiscal mais justa e numa política remuneratória e de protecção social que garanta a redistribuição equilibrada do rendimento nacional. Na agenda social, realaçámos o esforço para melhorar os nossos índices de saúde e conduzir um combate mais vigoroso contra as grandes endemias, designadamente a malária, a tuberculose, o HIV/SIDA e a doença do sono. As capacidades e os recursos nacionais disponíveis não são suficientes para garantir a realização com sucesso de todas as nossas intenções. Ao princípio da boa governação, que assumimos para o efeito, deveremos acrescentar o da diversificação da nossa cooperação internacional. Temos de procurar parceiros internacionais que cooperem connosco no plano institucional e empresarial, numa base mais equilibrada, justa e inovadora, com vantagens mútuas, e que nos permita dar um impulso espectacular à reconstrução do país e ao desenvolvimento nacional multifacetado. Caros compatriotas, Em 2006 os angolanos serão chamados às urnas, a fim de exercerem o seu direito de voto e escolherem livremente, num processo eleitoral competitivo, os seus legítimos representantes. Será um momento histórico de grande responsabilidade, em que serão igualmente feitas opções fundamentais em relação ao nosso futuro. É salutar que ainda em 2005 se dê espaço ao diálogo e ao debate, que ajude a definir alguns parámetros para balizar em termos gerais esse futuro. Refiro-me a um conjunto de princípios, de ideais, de valores e de objectivos de longo prazo em que todos os angolanos se revejam e que poderiam constituir um compromisso da classe política quanto ao futuro de Angola. Esse instrumento seria em dúvida uma boa fonte de inspiração para programas eleitorais partidários e uma garantia de termos metas bem definidas, para que o país tenha um rumo certo. Ao terminar, exprimo os meus agradecimentos a todos os que não cessam de contribuir com o seu esforço para manter acesa a chama de paz e para elevar cada vez mais alto o espírito da reconciliação nacional. Os meus agradecimentos são dirigidos igualmente a todos os que permanecem nos seus postos de trabalho, cumprindo com zelo e dedicação os seus deveres nesta quadra festiva. Desejo que entremos com entusiasmo no ano de 2005, ano do trigésimo aniversário da fundação da República de Angola. Que transformemos o país num imenso canteiro de obras de que nos possamos orgulhar, festejando o próximo 11 de Novembro com alegria. Festas felizes e próspero Ano Novo! |
| New Years Address to the Nation |
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(Luanda, 30.12.2005) President Dos Santos'New Years Address to the Nation Luanda, December 30, 2004 Angolan People Dear Compatriots April 4th, 2002 witnessed the embrace among brothers, sealed the Peace Accord and launched the basis of the National Reconciliation. Since then, the Angolan people are overcoming the traumas, the reciprocal mistrust and other evils caused by many years of armed conflict. Family members who were dispersed are now reuniting again. In villages, villas and towns the people and communities are reorganising themselves in the spirit of tolerance and forgiveness with their eyes focused on the future. None wants to go back to the past, which is full of suffering, mourning and pain. With the spirit of peace, and social harmony, Angolans want to change the present, building up the men that the country needs and altering their environment so that everyone can live better. This legitimate wish implies a responsible attitude toward your neighbour, life and society. It also requires that we know to settle in the space and time that we act, to better choose the ways that we will follow. We belong to a Nation and State in the process of consolidation. Everyone of us is the emanation of a community with habits, costumes, moral principles and cultural values, that mix with other communities through the common elements or principles and assimilated values, that make up our cultural space and identity. Social and political stability is now depending on the wisdom and skill of managing the contradiction between capital and work. There is also terrorism and the exploitation of certain religions, that are regarded as means of creating instability, establishing norms of civilization and the supremacy of powerful and radical economic groups. It is in this adverse context that we have to know how to build the present and the future, to defend the political, economic, social and cultural interests of Angola. The Angolan people want naturally to have a worthy life with a salary that enables him or her to have access to food, housing, drinking water, energy, education, culture and leisure. Achieving this dream of constant well-being and progress demands from all of us hard and long work. This work may take decades, but the important thing is the beginning, persistence and definition of the path and a means for us to reach it. Last November 11th, in the city of Namibe, the objectives that we will pursue over the next two years were announced and the programmes to achieve them were outlined. We bet on development and good management of human resources; in the outstanding growth of services and goods production and, consequently, in the increase of wealth; in a fairer fiscal policy and in remunerative policy and social protection that guarantees a balanced redistribution of the national revenue. In the social agenda, we stress the efforts to improve our health rates and conduct a vigorous fight against main diseases, namely malaria, tuberculosis, HIV/AIDS and the sleeping disease. The national resources and capacity available are not enough to ensure a successful accomplishment of all our intentions. Dear Compatriots In 2006, the Angolan people will go to the polls, in order to exert their right to vote and choose freely, in a competitive electoral process, their legitimate representatives. It will be a historic moment of great responsibility, in which there will also be presented fundamental options regarding our future. It is also important to highlight that in 2005 dialogue and debate will be held to help define some parameters to set out this future. I am referring to a package of principles, ideas, values and long term objectives, where every Angolan looks over himself and that may constitute a compromise of the political class concerning the future of Angola. This tool will without a doubt be a good source of inspiration for electoral programmes of the parties and a guarantee for us to have well defined goals, so that the country pursues a right path. At last, I express my thanks to all who do not cease contributing their efforts to keep lit the flame of peace and to elevate higher and higher the spirit of National Reconciliation. My thanks are equally directed to all who remain in their workplace, fulfilling with dedication their duty in this festive season. I wish we reach with enthusiasm the year 2005, the thirtieth anniversary of the foundation of the Republic of Angola, and we transform the country into an immense bed of works that we can feel proud of, and enjoying the next November 11th with happiness. Merry Christmas and a Prosperous New Year |
| Página de internet da associação Comango e.V. |
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(Berlin, 28.12.2005) Informa-se que a associação Comango e.V. "Comunidade Angolana em NRW" tem a sua própria página de internet: www.comango.de |
| WM-Neuling Angola empfängt Franz Beckenbauer |
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(Luanda, 14.12.2005) von OK FIFA WM 2006Angola fiebert der FIFA WM 2006™ entgegen. Dass drei Monate nach der gemeisterten Qualifikation für die erste WM-Endrunde in der Geschichte des elf-Millionen-Einwohner Landes die Begeisterung noch längst nicht verflogen ist, konnte nun auch Franz Beckenbauer vor Ort erleben. Sieben Stunden Flug, von Tunesien aus in den Südwesten des Kontinents, lagen hinter der Delegation des Organisationskomitees als man am Dienstagmorgen in der Hauptstadt Luanda, der 13. Station der Welcome Tour, eintraf. Verbandspräsident Justino Fernandes empfing Beckenbauer sowie OK-Vizepräsident Wolfgang Niersbach und Berater Fedor Radmann auf dem Flughafen „4 de Fevereiro“ und lud seine deutschen Gäste zu einem Besuch der Verbandszentrale im National Stadion von Luanda ein. „Was der Fußball Angolas nach dem langen Bürgerkrieg schon wieder aufgebaut hat, ist einfach unglaublich“, sagte Beckenbauer bei der Besichtigung des Stadions. Sechs Heimsiege waren der Grundstein für die erfolgreiche Qualifikation der „Palancas Negras“. Bis zum Sommer aber muss sich Angola nochmals deutlich steigern, will das Team in der starken Gruppe D mit Portugal, Mexiko und dem Iran punkten. Rund 200 Gäste waren für den offiziellen Empfang am frühen Abend im „Cine Tropical“ von Luanda eingeladen, darunter auch Premierminister Fernando da Piedade Dias dos Santos. Am frühen Morgen des nächsten Tages besuchte der OK-Chef dann überraschend einige angolanische Kinder auf einem Bolzplatz, dort wo die zukünftige Stars der „Palancas Negras“ jeden Tagen den aus Putzlappen gebundenen Bällen hinterher rennen. „Wenn ich diese Kinder sehe, erinnere ich mich an meine ersten Spiele nach dem Krieg in München. Hier in Luanda sind die Spuren des Bürgerkrieges noch deutlich zu sehen“, sagte Beckenbauer. Noch vor der Abreise nach Togo besuchte Beckenbauer Angolas Staatspräsident José Eduardo dos Santos im „Palácio da Cidade Alta“, dem Regierungshaus. Während der Audienz betonte dos Santos die wesentliche Rolle des Fußballs für das ganze Land: „Die WM-Qualifikation hat eine große Bedeutung für Angola gehabt. Jetzt schaut uns die ganze Welt zu“. „Angola hat auf dem Weg zur WM eine starke Mannschaft wie Nigeria geschlagen. Das Teams ist nicht zu unterschätzen“, sagt Beckenbauer. aus: www.fifaworldcup.com |
| Luanda:Primeiro Curso Sobre Protocolo,Cerimonial E Etiqueta |
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(Berlim, 12.12.2005) GOVERNANTE ANGOLANA ACONSELHA MAIOR EMPENHO DAS EMBAIXATRIZESA necessidade das embaixatrizes e consulesas angolanas desenvolverem esforços complementares para,com o seu comportamento,dignificar o país no estrangeiro foi manifestada hoje,em Luanda,pela Vice-Ministra das Relações Exteriores para a Cooperação,Irene Alexandra Neto. A governante fez esta observação no acto de encerramento do primeiro curso sobre protocolo,cerimonial e etiqueta,que decorreu nas instalações do Ministério das Relações Exteriores(Mirex),de 05 a 12 deste mês. No discurso,Irene Neto disse às participantes,que a conduta geral do agente diplomático e de seus familiares deve pautar-se,por deveres legais de comportamento,que consistem em manter a dignidade necessária à um representante de um Estado,junto de outro. Na sua opinião,a realização deste seminário demonstra a importância,que o Mirex atribui à sistematização de conhecimentos e práticas,que ajudam a projectar a imagem de Angola no exterior. Para a Vice-Ministra,o cumprimento das regras de protocolo, cerimonial e etiqueta transmitem e,reforçam a credibilidade das instituições nacionais,atraindo o interesse pelo país,assim como"inspiram confiança e favorecem a ajuda,o comércio e o investimento estrangeiro". Por isso,explicou Irene Neto,o conhecimento destas regras evita o desenrolar caótico das cerimónias e,assegura o respeito pelas precedências a que têm direito os participantes,em virtude das funções que desempenham. Por via destes imperativos,as embaixatrizes e consulesas devem saber diferenciar as precedências entre os membros do Governo,os chefes de missões diplomáticas,as altas autoridades,o corpo diplomático, evitando,deste modo,que algumas personalidades possam sentir-se diminuídas ou tratadas com menos atenção. Entretanto,ao ser questionada sobre a importância deste seminário,a embaixatriz Maria Odete Bento Ribeiro disse,que a iniciativa é boa, porque muitos angolanos foram para as missões diplomáticas sem os conhecimentos necessários sobre as normas de protocolo,cerimonial e etiqueta. Em jeito de avaliação da iniciativa,a participante admite que as senhoras tiraram o máximo proveito desta preparação que,entre outras vantagens,poderá impedir o cometimento de erros susceptíveis de criarem conflitos diplomáticos. Odete Bento Ribeiro é esposa do embaixador de Angola na Alemanha e,já trabalhou no Protocolo de Estado,no tempo do primeiro presidente do país,António Agostinho Neto. Durante a acção formativa foram ministrados conhecimentos sobre "conceitos e regras de protocolo e cerimonial","prática do protocolo e cerimonial","precedências entre chefes de missão,chefes de Estado,personalidades nacionais e estrangeiras","precedência na mesa de conversações oficiais,entre duas delegações,na assinatura de acordos,no interior das viaturas,durante os cortejos,no embarque e a pé". In:Angop |
| Luanda:First Seminar On Protocol,Ceremonial And Etiquete |
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(Berlim, 12.12.2005) DEPUTY MINISTER CALLS ON EMBASSADRESSES FOR GREATER ENGAGEMENTThe need for Angolan ambassadresses and consuls`wives to make additional effort to dignify the country abroad through their behaviour,was expressed Monday in Luanda by the deputy Foreign minister for Cooperation,Irene Alexandra Neto. The Deputy minister made the call at the closing of the first seminar on protocol,ceremonial and etiquette held on December 05-12. Irene Neto told the participants that the conduct of diplomats and their families should abide by legal duties of behaviour that consist in maintaining the dignity expected from a representative of the State. According to her,the just ended seminar shows the importance the Foreign Ministry attaches to the systematisation of knowledge and practices that help project the image of Angola abroad. She said that accomplishing the protocol rules,ceremonial and etiquette transmit and reinforce the credibility of the institutions, attracting the interest for the country and "instil trust and favour aid,trade and foreign investment". The deputy minister explained as well that the mastery of these rules avoids chaotic developments in ceremonies and secures the respect for precedence the participants are entitled to by the virtue of their position. The ambassadresses and consuls wives were also told to know to differ the precedence among Government members,heads of diplomatic mission, high authorities,the diplomatic corps,thus avoiding some personalities to feel reduced or treated with less attention. In her turn,asked to comment on the importance of the seminar, ambassadress Maria Odeth Bento Ribeiro said he initiative is good as many have gone to diplomatic missions without knowing protocol, ceremonial and etiquette norms. The participant admitted the ladies have taken the best benefit from the programme that could help them avoid mistakes that could lead to diplomatic conflicts. Odeth Bento Ribeiro is wife to Angolan ambassador to Germany She has already worked in the State Protocol,during the era of the first and late president,António Agostinho Neto. The programme involved such topics as concept and protocol and ceremonial rules,practice of protocol and ceremonial,precedence among heads of mission,State,national and foreign personalities,precedence at official talks table between two delegations in the signing of accords,inside vehicles,during precessions,in boarding and on foot. |
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